Crítica: ‘As Panteras’ é uma mistura de surpresas e foge do clichê com três heroínas feministas

Em tempos de reboots e remakes que recriam histórias clássicas em uma versão atual, As Panteras entram para a porção dos retornos que, sem dúvidas, foram necessárias. Sem arriscar a refazer tramas passadas, a nova adaptação cinematográfica da série policial Charlie’s Angels entregou a sequência do sucesso dos anos 2000s.

Na direção de Elizabeth Banks (Pitch Perfect) optou por um meio-termo entre a discrição da versão televisiva, com enfoque maior nas personagens e na importância da união feminina. Já sobre a escolha do elenco, os holofotes devem ir diretamente para a nova equipe das espiãs.

Depois de muitas reformulações nos anos recentes, a preocupação era introduzir novos rostos para que a franquia seja passada para a frente, e o trio formado por Kristen Stewart, Naomi Scott e a estreante Ella Balinska se mostram capazes de cumprir a missão com êxito e sucesso.

Entregando representatividade por conta de uma personagem bissexual, uma cientista mostrando que vai muito além do seu jaleco e claro, uma ótima lutadora sensual. As três criam um bom balanço das personalidades e, ao mesmo tempo, possuem oportunidades iguais de contribuir para o humor do longa. Naomi, sem sombra de dúvidas, mostrou ser uma atriz versátil.

Stewart, no caso, é quem mais surpreende por encarnar a mais cômica da trupe, diferente de tudo o que ela fez, metralhando tiradas e comentários sarcásticos furiosamente desde a primeira cena ambientada no Rio de Janeiro. Sua personagem vai além do que imaginamos.

De forma direta, o roteiro do filme aborda falas feministas do início ao fim, declarando igualdade e força. O script enxergar a importância de reconhecer a capacidade em todos os indivíduos do gênero feminino, independente de geração, cargo ou qualquer outro critério. Ou seja, um ótimo filme para você abrir a mente e assistir com as melhores amigas.

No começo, o filme entrega uma história clichê, onde você pensa que não irá ter nada de novo – mas mau sabíamos o que ele guardava. Os mistérios acerca um traidor dentro da agência Townsend, e todas as tentativas de apontar o público apenas reforçam suas suspeitas por conta da falta de sutileza com que são executadas, o que foi algo surpreendente. O roteiro assinado por Banks entrega pouco do que veio antes, ela literalmente conseguiu entregar um novo rosto para o reboot dos anos 1970.

Na era em que Hollywood prefere a reciclagem a criar histórias originais, o filme é uma grande surpresa, capaz de te deixar com um sorriso no rosto saindo do cinema e com a sensação de quero mais.
André Luiz Freitas

23 anos, viciado em músicas, séries, filmes e shows! Instagram: @andreluizfreitas_

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