Crítica: ‘O Rei Leão’ se adapta ao clássico e entrega cenas da animação

Ao estrear em 1994, o público estava presenciando um grande marco que ficaria na memória e nas emoções das pessoas ao redor do mundo. ‘O Rei Leão’ é sem dúvidas uma das maiores animações de qualidade do Walt Disney, o longa-metragem conseguiu construir um ambiente propício com boas músicas, um visual deslumbrante, uma história emocionante e rara de se ver em produções infantis, além de trabalhar um assunto importante: ambiente africano e a natureza.

25 anos depois, o estúdio voltou a surpreender apostando na história outra vez, agora em live-action. No meu olhar, foi uma atitude radical, principalmente demasiando as expectativas do público. Encantado pela história mais uma vez, o longa não é bem um live-action, afinal, não há atores reais em cena, somente animais.

A nova produção vem dividindo opiniões e de forma sutil, os estúdios Disney mostraram mais uma vez, seu poder cinematográfico, superando o limite. Apesar da grande produção, senti a falta de emoção em algumas cenas, ou por questão de minutos, parecia que estava vendo um documentário do ‘Animal Planet’, mas isso não deixou de impressionar.

A história, por exemplo, é praticamente igual. O ponto principal e positivo foi que Jon Favreau, diretor da produção, incluiu cenas extras e de alguma forma, trabalhou ainda mais em cima da história dos personagens. Por exemplo, o live-action não acontece de forma rápida como a animação e faz com que você se apaixone pelo romance outra vez. E claro, causando outras emoções, o que tornou curioso.

Dessa vez, conseguimos ver a força de Sarabi e Nala; a ganância e o medo de Scar e a força de Simba. São 30 minutos a mais, o live-action traz mais da ambientação da floresta e dos animais. É algo normal, para que o filme não o reconte sequência por sequência e tenha alguma diferença.

O destaque dessa versão ficou certamente com Keegan-Michael Key e Eric André, eles conseguiram trazer a mesma dinâmica de Kamari e Azizi, respectivamente, de uma forma menos infantil do que no original. Justamente na cena final, em que Simba está lutando contra Scar para salvar o reino, em que as hienas aparecem para lutar. Outro ponto é Zazu, na voz de John Oliver que também foi outro destaque e acaba marcando ainda mais o personagem e o espectador, principalmente pelas piadas.

Uma outra observação importante é: apesar de manter os mesmos personagens da animação, alguns personagens tiveram seus nomes mudados nesta nova versão. Duas das três hienas que trabalham com Scar agora são chamadas Kamari e Azizi. Shenzi continua a mesma, mas Banzai e Ed ganharam nomes apropriadamente africanos. Os nomes têm significados que combinam com a personalidade dos personagens. Shenzi significa feroz, Kamari é forte e Azizi é luar – sinônimo associado à doenças mentais, já que esta é a hiena louca e desequilibrada.

E por fim, quem rouba a cena mais uma vez são Timão e Pumba. Seth Rogen traz um Pumba mais clássico para o cinema enquanto Billy Eichner apresenta um Timão mais histérico do que o original, mas que fortalece ainda mais a química das personagens e funciona muito bem em tela, principalmente com as novas piadas.

O único ponto negativo ficou com Beyoncé e Donald Glover (Han Solo: Uma História Star Wars). Apesar das canções de tirar o fôlego, a voz da dupla não pareceu se encaixar com os personagens. Beyoncé, em alguns momentos, parece estar apenas lendo suas falas ou falando com o público de um show. Já Donald está em descompasso com o que é visto na tela, faltou emoção.

Para finalizar, ‘O Rei Leão’ é um filme grandioso e surpreendente – não é mágico, como a animação, mas traz as mesmas sensações e o mesmo choro. Os efeitos visuais são estonteantes e impressionantes, é algo bonito. A maioria das dublagens estão bem feitas, engraçadas e natural, apesar de ser um Leão falando (hahaha).

Acalmando o coração dos fãs, a história é aquilo que todo mundo conhece e ama: o crescimento físico, espiritual, guerreiro e emocional de Simba. Você vai se emocionar e digo mais uma vez, a Disney sempre consegue surpreender os fãs e os telespectadores.

André Luiz Freitas

23 anos, viciado em músicas, séries, filmes e shows! Instagram: @andreluizfreitas_

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